Casa Cor – São Paulo

30 07 2008

Em parceria com a professora Rosane Duarte Maia, da Du’Art Viagens Cculturais, o Instituto Brasileiro de Design de Interiores organizou três grandes grupos de alunos das unidades de Blumenau, Balneário Camboriú e Joinville com o objetivo de visitarmos a mega exibição Brasileira de Decoração e Design: Casa Cor, 22 anos. Inigualável.

Nossa aventura cultural teve início na glamourosa Alameda Gabriel Monteiro da Silva, nos Jardins, onde encontramos objetos de Decoração e Design para todos os gostos e bolsos. Uma vitrine para quem quer estar atualizado sobre as tendências do mundo da decoração. Passeamos pelo Shopping D&D Decoração e Design Center, o mais completo e charmoso centro de decoração e design da América Latina. Um espaço único, diferenciado, que reúne as melhores marcas de decoração do país. Para completar nossa jornada de visitas aos melhores espaços da área, visitamos a ETNA, onde decoração é qualidade de vida, bem-estar e moda, e transforma a casa em um verdadeiro lar. Decoração com design, qualidade e praticidade.

A maratona ainda não terminou. Encantamos-nos com o belíssimo legado de Fábio Prado e Renata Crespi, amealhado ao longo de 49 anos de união e amor à arte e à cultura, cultivado entre pratarias, mobiliário, tapeçaria, ourivesaria, quadros e esculturas. Constitui desde 1975, o patrimônio da Fundação Crespi Prado. Uma visita à coleção permite vislumbrar como vivia, na primeira metade do século XX, um casal abastado e importante na vida política e cultural de São Paulo. No entanto, o foco da nossa viagem ainda estava por vir. Visita à mostra da Casa Cor no Jockei Club São Paulo, este realmente inigualáve, como sempre surpreendendo com idéias criativas e inovadoras no mundo da decoração e design.

Com certeza o aprendizado para os alunos foi de grande valia. Abrindo o leque de possibilidades profissionais, percebendo novas propostas e conceitos inovadores e olhando o mundo com mais sutileza e encanto.

Casa Cor

Casa Cor

Casa Cor





Leds Orgânicos

25 07 2008

Com uma nova composição para os diodos produtores de luz, os leds orgânicos mantém as qualidades de eficiência de energia, baixa voltagem e design livre de mercúrio, mas, além disso, possui algumas propriedades impressionantes: a fonte não é uma coleção de pontos de luz individuais, mas uma superfície uniforme geradora de luz.

“Será possível usar OLEDs como fontes de luz flexíveis ou transparentes”, garante Guilherme Sartori, gerente do departamento de Semicondutores Óticos da OSRAM. “Um OLED transparente em um telhado poderá transmitir luz natural ao interior da residência durante o dia. No entanto, à noite, quando ligado, fornecerá uma iluminação artificial fascinante”.

Outra diferença em relação à iluminação convencional é a fonte que gera luz. Graças à própria estrutura, será possível não apenas produzir OLEDs muito finos, mas também escaláveis, ou seja, manipulá-los da maneira que for mais conveniente.

Seria possível transformá-los em telas de televisão com poucos centímetros de espessura, ou algumas divisórias e paredes poderão ser substituídas por OLEDs na nova Era das luzes.

“Quando um funcionário de uma empresa quiser fazer uma reunião, por exemplo, poderá acender quatro paredes inteiras de luz no meio do escritório e criar uma mini-sala, sendo que as paredes serão coloridas e ninguém, do lado de fora, enxergará o seu interior”, exemplifica Sartori.

As possibilidades vão além. Estão em estudo aplicações para estas novas fontes de luz na indústria automotiva, criando uma perfeita integração de todos os elementos que compõe a iluminação dentro do pára-brisa.

Ou seja, bem interessante…

Hoje, a utilização desse material ainda não é viável financeiramentea, mas a empresa acredita mas em um futuro próximo essa idéia deve se difundir. Especialistas prevêem que o mercado deve valer milhões em 2015. Quem está dando o primeiro passo para a utilização do OLED é o designer Ingo Maurer.

Conhecido no mundo todo por utilizar a iluminação como obra de arte, o alemão apresentou no Light&Building 2008, uma das maiores feiras de iluminação do planeta, a luminária Early Futures, que tem formato de mesa e demonstra o enorme potencial dos LEDs orgânicos. Maurer utilizou placas com uma área de 132 x 33 milímetros para uma luminosidade de 1000 cd/m2 (candela por metro quadrado).

O tempo de vida da luminária é de aproximadamente 2.000 horas. Para Maurer, “a Early Future representa um estágio importante na transição do objeto abstrato para iluminação funcional projetada”. Não há mais dúvidas, os LEDs orgânicos vieram para ficar

Obrigada ao Rubens Nogueira (assessor da OSRAM) por ter conseguido as fotos!
Sugado: Revista abcDesign

Fonte: http://paulooliveira.wordpress.com





“Majik Café” by Karim Rashid

25 07 2008

Karim Rashid dispensa apresentações.

A cada projeto nos surpreende seja com as soluções, formas, cores, texturas, enfim… É aquele tipo de profissional que me faz pensar: quando eu crescer quero ser assim rsrsrrs

O lance da vez é o Majik Café, em Belgrado, Sérvia.

À começar pela entrada, que já é um show a parte, o interior do espaço nos faz viajar em um ambiente multicolorido, com muitos elementos artísticos que brincam com a nossa visão.

A iluminação é feita basicamente toda com LEDs RGB.

Até mesmo os banheiros são um show a parte neste projeto…

Assim é Rashid.

Nos surpreende, nos emudece e deixa que as imagens falem por sí…

Fonte: http://paulooliveira.wordpress.com





MARKENTING PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DESIGN DE INTERIORES

25 07 2008

Está errado quem pensa que para um bom marketing faz-se necessário um alto investimento financeiro. Existem formas de trabalhar o marketing onde o investimento financeiro é praticamente nulo e o seu talento e esforço pessoal são determinantes.

O desafio pessoal está em utilizar esses instrumentos de maneira correta agregando valor ao seu lado profissional. Depois de ações básicas e nem tão difíceis de realizar, basta realizar serviços e ações de manutenção das ações.

Confira algumas dicas:

Estréia ou inicio profissional
No início da atividade profissional, ações de divulgação mais intensas no mercado têm possibilidades reduzidas de emplacarem. Primeiro, é importante construir uma base comercial, um currículo mínimo de obras, pois de nada adianta se apresentar ao mercado com belíssimos desenhos se você não tem o que mostrar em projetos já realizados. Então, de inicio, busque conseguir trabalhos dentro do círculo familiar, ou nas amizades próximas, completa, mesmo que sejam os famosos “de grátis” (SIC). Os trabalhos efetivados tem mais valor que os criados apenas no papel.

Rede de relacionamentos
Na universidade iniciamos a nossa rede de relacionamentos profissionais. Ela inicia-se junto aos colegas e professores, que são potenciais parceiros em trabalhos futuros. Batalhar por estágios em empresas são outra fonte valiosa de aproximação com integrantes do mercado. Durante os estudos, já deve existir a preocupação em desenvolver o plano de marketing pessoal e a gestão da carreira. Por isso mesmo é importante observar a Matriz Curricular do curso pretendido para verificar se há disciplinas como Gestão e Empreendedorismo. Depois da formação, parte-se para o plano de negócios.

Presença em eventos e vida social
Congressos, convenções e eventos similares são ambientes férteis para ampliação e fortalecimento do círculo de relacionamentos. O designer também pode se dispor a promover palestras ou cursos gratuitos como forma de criar projeção social. E a presença não deve se restringir a reuniões do setor. É necessário manter um bom relacionamento também com advogados, médicos e profissionais de outras áreas. Essas pessoas vão construir casas, reformar, remodelar seus escritórios e clinicas e têm um círculo de amizades que pode acabar favorecendo o designer. Estes contatos são conhecidos como prospects.

Internet
Uma ferramenta de baixo custo e elevado retorno para quem sabe utiliza-la corretamente.
A internet oferece diferentes meios e formas de aproveitamento profissional. A utilização mais habitual concentra-se no desenvolvimento de sites para a sua empresa ou profissionais autônomos.
Porém, existem vários outros recursos que podem ser utilizados e que não necessitam de investimentos altos como é o caso dos blogs.
Uma outra maneira de promoção virtual é a publicação de artigos, no próprio site, blog ou em outros endereços eletrônicos de interesse do público-alvo do designer. Estas iniciativas podem ser gratuitas e a exigência é muito mais por uma disposição intelectual. Vejo muitos profissionais se negando a escrever para blogs e sites por não receberem pagamento pelo trabalho. Mas também vejo estes mesmos profissionais reclamando da falta de clientes, não reconhecimento profissional. Não é preciso esperar que o escritório ou seu nome profissional cresça e seja reconhecido para desenvolver ações nesse sentido, ligadas ao plano de marketing. O importante é desenvolver o plano de marketing para, em seguida, conseguir crescer. No site do SEBRAE encontra-se à disposição um modelo de plano de marketing.

Parcerias
Fazendo uso dos contatos construídos ao longo dos anos, os designers têm, nas parcerias, uma ferramenta poderosa de obtenção de trabalhos. São acordos informais, de ajuda mútua, a serem feitos com outros designers, arquitetos, engenheiros e construtoras. É uma troca mutua de informações, favores, apoios, um indicando o outro. Esta é uma das principais ferramentas de promoção, hoje. Um nível adequado de parcerias por si só é capaz de manter um escritório de design num bom ritmo de atividade.

Força da indicação
Comparada com o recurso da publicidade e da propaganda paga, a indicação profissional traz muito mais resultados ao prestador de serviços do setor. É mais forte a indicação de um designer por um arquiteto ou engenheiro que já está na obra, já tem um grau de relacionamento ali dentro, do que se o proprietário recebesse a informação daquele profissional de design por um jornal, ou outra publicação qualquer, ou ate mesmo por indicação de outra pessoa. Não se faz leilão para contratação de designers. Os clientes gostam de trabalhar na confiança. Ou ele viu sua obra, ou alguém fez uma indicação muito incisiva do seu trabalho.

Manutenção dos contatos
A rede de contatos não existe para ser acessada apenas quando há interesses. A alimentação e manutenção desta precisa ser freqüente, sem que se tente planejar retorno. Se sua rede estiver bem alimentada, o nome do profissional será lembrado quando surgir uma necessidade. O engenheiro Manoel Botelho, que oferece cursos de marketing nos setores de engenharia e arquitetura, sugere que os profissionais se manifestem formalmente pelo menos duas vezes ao ano, por cartas ou e-mails. “Tem que avisar que você está vivo, está atuando, e qual sua especialidade. As pessoas esquecem”, afirma Botelho.

Identidade e comunicação visual
Estabelecer um padrão visual nos meios de contato com os clientes ajuda na fixação do nome do designer ou escritório. A dica se aplica do cartão de visita à placa de obra, passando pelo papel timbrado e pelos desenhos do profissional. “Em tudo que for feito, tem de haver uma marca característica, personalizada com uma lembrança indiscutível”, salienta Manoel Botelho.

Auxílio especializado
Além do próprio consultor de marketing (cuja atuação costuma ser vigorosa nas primeiras semanas e mais aliviada posteriormente), outro profissional especializado que auxilia na divulgação do escritório é o assessor de imprensa. Isso porque a mídia está entre os instrumentos que mais geram resultados aos diversos profissionais, incluindo-se aqui os designers. Temos visto constantemente nomes aparecendo nas publicações especializadas. Estas publicações são fundamentais. Quando você chega num cliente novo e mostra uma obra sua publicada, ele gosta, mesmo que não tenha tido acesso ao material pelas vias normais. Quando a sua intenção for grandes empreendimentos você tem de promover uma ação mercadológica mais ativa. Visita pessoal, deixar um currículo, um portfólio e, no caso de obras de menor vulto, como residências, os veículos de imprensa economizam esse trabalho de campo, na medida em que conseguem atingir diretamente o consumidor final.

Presença na mídia
Quem quiser evitar o custo com a assessoria especializada pode procurar, por conta própria, a interação com a mídia. Procure entrar em contato com a redação dos jornais locais fazendo sugestão de pautas ou até mesmo enviar artigos ou matérias de sua autoria. Podem ser sobre os mais diversos assuntos relacionados ao Design de Interiores/Ambientes. Assunto não falta! Com isso, fatalmente você começará a ser procurado pela imprensa sempre que houver interesse ou necessidade para alguma matéria dentro da tua área.
Outra forma é enviar às revistas especializadas cases de seus projetos e artigos de sua autoria. Envie um a cada três meses e seu nome começará a ser conhecido dentro da redação. Hora ou outra alguém fatalmente entrará em contato mesmo que seja para participação em alguma matéria mais geral. É importante, principalmente nas revistas especializadas, que você estabeleça posições, mostre o que pensa, desenvolva raciocínios e, principalmente, seja capaz de defender as suas idéias e que estas estejam embasadas.

Ética
Todo e qualquer resultado, seja positivo ou negativo, num plano de marketing, estão atrelados à ética do dia-a-dia. É comum vermos um profissional denegrir a imagem de outro para tentar ganhar um cliente, o que demonstra falta de profissionalismo e incapacidade de trabalhar dentro de um sistema organizado. Os clientes percebem manobras dessa natureza e isso fatalmente acarretará em conseqüências desastrosas ao envolvido.

Ferramentas de promoção
Super Dicas!!!

Contatos pulverizados
Busque relacionar-se com profissionais de diferentes segmentos. Todos são potenciais “prospects” clientes e ajudam na propagação de seu nome ou de seu escritório.

Parcerias
Designers com focos distintos de atuação, arquitetos, engenheiros e construtoras podem estabelecer acordos informais em que um indica o outro para trabalhos em geral.

Rede bem alimentada
Desenvolva o hábito de trocar informações com colegas, parceiros e clientes.

Internet
Utilize para criação de um site, blog ou publicação de artigos em endereços de interesse de seu público-alvo.

Comunicação visual
Padronize cartões de visitas, placas de obras, papel timbrado. Isso ajuda a fixar sua marca ou nome no mercado.

Assessoria de imprensa
Contrate para promover seus projetos em revistas especializadas e demais veículos de comunicação.

Fonte: http://paulooliveira.wordpress.com





IAN STRAWN no Pixel Show

25 07 2008

o Pixel Show 2008 começa suas atrações internacionais em grandíssimo estilo com a presença do artista plástico norte-americano. O artista falará sobre seu trabalho foto-realístico voltado à retratação de personagens urbanos, com tradução simultânea e muita criatividade. Não deixe para a última hora e aproveite o preço antecipado do PS até o dia 14 de agosto.





Curtas

25 07 2008

Com a curadoria do apresentador Amaury Jr. o D&D – Decoração e Design Center, apresenta até o dia 3 de agosto a inusitada exposição de 40 decoradores, arquitetos, artistas e empresários na quarta edição da mostra “Coleções”. O D&D – Decoração e Design Center é considerado o mais completo centro de design e decoração da América Latina e fica no World Trade Center, em São Paulo.





O poder de uma cor

25 07 2008

Exposição no Museu de Artes Decorativas de Paris destaca a força irresistível do vermelho através dos tempos.

A cadeira Vermelha integra a amostra no museu parisiense

A cadeira Vermelha integra a amostra no museu parisiense

SÃO PAULO – Falar da cor vermelha é quase um pleonasmo. O vermelho é a cor por excelência, a primeira de todas as cores. Assim falou Michel Pastoureau, em seu Dicionário das Cores de Nosso Tempo – e é o que a exposição Aussi Rouge que Possible, inaugurada recentemente no Museu de Artes Decorativas de Paris, demonstra, numa bela ode ao vermelho e ao papel dessa cor tão sedutora no universo dos interiores, do design, da moda, do poder, da política e do nosso imaginário.
Desde que o mundo é mundo, pessoas e grupos poderosos se revestiram de insígnias, distinções e vestimentas nas cores escarlate, púrpura e carmim. Na Idade Média, era proibido às pessoas comuns vestirem a cor púrpura ou usar adornos nas armaduras, a menos que se tratasse de um príncipe ou tivesse tido permissão. Na simbologia heráldica, as gargantilhas significavam a caridade, a valentia, a ousadia e a generosidade.

Apenas um toque de rubro podia revelar virtudes reais. Não foi, portanto, sem boa razão que Carlos Magno, quando sagrado imperador dos romanos, em 25 de dezembro do ano 800, calçou sapatos de couro vermelho. A partir do século 13, o papa, que até então vestia branco, passou a adotar o púrpura e foi seguido pelos cardeais em escarlate. Na França, os grandes dignitários do exército vestem vermelho e os magistrados, um uniforme rubro. Para recompensar àqueles que prestaram eminentes serviços à nação, Napoleão, em 1802, instituiu a Legião de Honra com a fitinha vermelha tão característica. E quem não sabe que desenrolar um tapete vermelho é costume utilizado pela maioria dos países para receber hóspedes ilustres? Ou, quem já não disse a um amigo que o receberá em casa com tapete na cor tão majestática? Que outra, portanto, poderia ser mais popularmente imponente ou emblemática do que a cor vermelha?

No campo político, com exceção dos países islâmicos, onde a cor é associada à fé, o vermelho é o que vem servindo para ilustrar, universalmente, o comunismo ou a luta. Na França, a partir de 1791, a bandeira vermelha já passara a encarnar o povo oprimido, pronto a se bater contra a tirania. A Rússia, em 1917, viveu o seu Outubro Vermelho e, em 1918, adotou a bandeira vermelha, que depois, em 1922, ganharia a foice e o martelo para celebrar o nascimento da união das repúblicas soviéticas. Na China, o pequeno Livro Vermelho, de Mao Tse-Tung, teve tiragem de mais um milhar de exemplares – e o telefone vermelho marcou a diplomacia internacional nos recentes 40 anos de Guerra Fria.

Em matérias menos ideológicas, como amor e erotismo, o vermelho aparece também imbatível. Na Idade Média, as prostitutas eram obrigadas a usar uma peça de roupa em vermelho, como atestado de seu status, e uma lanterna vermelha nas fachadas dos prostíbulos era a senha do estabelecimento.

Até o século 19, a roupa íntima, ou aquela que tocava o corpo, tinha de ser branca, nunca tingida. Uma das razões era de ordem moral, posto que as cores vivas eram consideradas impuras. A outra, de ordem prática: a roupa de baixo tinha de ser fervida e, caso tivesse cor, a perderia.

Foi justamente nesses tão idos tempos que as cortesãs passaram a adotar o vermelho, a dita cor da luxúria. É quando a mulher começa a se emancipar e os fabricantes de rendas e afins tratam de se adaptar à nova clientela. Surge um novo vocabulário. O vermelho passa a ser sinônimo de pecado, loucura e escândalo. Aparecem também os artifícios da maquilagem, o batom vermelho e o hoje velho rouge para colorir as bochechas.

Cor ambivalente, que pode ter matizes, ser assustadora, majestosa, feérica e infernal, o vermelho teria sua força simbólica por estar ligada a dois referenciais básicos: o fogo e o sangue. A exposição, no quesito interiores, mostra a intemporalidade do vermelho no campo das artes decorativas, técnicas de tingimento de tecidos, o gosto pela laca vermelha chinesa, o papel dos tapetes orientais e como a cor vem colorindo calorosamente paredes de casas principescas há séculos. A Vermelha, a já famosa cadeira dos irmãos Campana, está firme e a postos na exposição, ao lado de uma poltrona também vermelha e orelhuda do século 18. Haveremos de passar por armários neobarrocos como o chamado Inferno, da dupla Garrouste e Bonetti, por vidros vermelhos, móveis e objetos os mais diversos.

Cildo Meireles, em Londres

E quantos já não se inspiraram em bocas vermelhas para anúncios, cartazes e também para o design de móveis? Pois vem dos lábios de Mae West a inspiração para o sofá em forma de boca, até hoje editado pelo Studio 65. De como o vermelho invadiu o imaginário popular, os exemplos são também infinitos: uma ambulância de 1920, soldados de infantaria, carros de bombeiro, um assassinato em cartaz da Benetton, anúncio de meias Scandale, bandeiras vermelhas de alerta, o Papai Noel e por aí vai.

Sempre antenada e ciente do que enfeita e seduz, a moda nunca abriu mão do vermelho, que vai surgir num belo vestido de Elsa Schiaparelli, de 1939, em longas botas de Roger Vivier debruadas de renda, de 1987, num chapéu de palhinha vermelha com recorte de boca na viseira, nas roupas dos nobres, mais precisamente nas capas da realeza que aparecem nas pinturas dos retratos históricos oficiais.

Bem a propósito da cor em questão, embora não esteja na exposição francesa – mas estará em breve e ainda melhor posicionada na Tate Gallery, de Londres, a partir de outubro -, vale lembrar o trabalho do artista brasileiro Cildo Meireles, Desvio para o Vermelho, e que ali estará exposto até janeiro de 2009 – entre outras obras desse artista numa grande individual em sua homenagem. Trata-se de um ambiente todo vermelho, do tapete aos quadros, passando por sofás, mesas, cadeiras e objetos, e que faz parte do acervo do Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho (MG). Cildo, que acaba de ganhar dois prêmios internacionais, o Velásquez e o Ordway, e que é considerado um dos maiores artistas conceituais da atualidade, executou esse trabalho durante a ditadura militar. Numa leitura política, a cor faria alusão às vitimas do regime policial entre 1968 e 1984, mas poderia ser visto também sob outros ângulos, uma vez que a cor pode nos remeter a tantos outros campos dos nossos sentidos e das nossas emoções.
Fonte: Site Estadão





Botequim é tema de concurso para designers

25 07 2008

Concurso Design de Botequim vai premiar designer do melhor projeto mobiliário com inspiração no estilo boêmio carioca. Vencedor leva R$ 10 mil e os dez melhores projetos terão protótipos expostos em bares do Rio de Janeiro.

Os designers possuem mais um motivo para visitar os bares: buscar inspiração para o concurso Design de Botequim, que propõe a criação de três peças: mesa, um jogo de quatro cadeiras e um item de apoio (banqueta, biombo, balcão ou poltrona).

A temática do conjunto não deve se restringir apenas aos bares, mas também incorporar o estilo boêmio carioca. A idéia é projetar um conjunto de peças de mobiliário que possibilite a situação ideal para se sentar comer, beber e “jogar conversa fora” entre amigos. As três peças deverão utilizar madeira, metais, mármores, granitos, rochas ornamentais, tecidos e fibras naturais, ficando livre a combinação.
A organização do concurso enfatiza que o mobiliário de botequim não está restrito ao local, podendo ultrapassar as paredes dos botequins e chegar às residências. O projeto deverá ser viável economicamente e passível de produção em escala. Os três primeiros colocados receberão R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente.

Na primeira etapa, serão selecionados os dez melhores projetos. Os escolhidos terão protótipos executados na segunda etapa e serão expostos em bares cariocas entre 11 de setembro e 5 de outubro.

O concurso é direcionado aos profissionais de design, arquitetura e decoração de interiores – não haverá distinção entre estudantes e profissionais. Os trabalhos podem ser realizados em grupo ou individualmente e não há limite de projetos inscritos por participante. As inscrições encerram-se em 4 de agosto.

O Concurso Design de Botequim faz parte do evento Rio de Bar em Bar, que unirá gastronomia, design e moda. A premiação é promovida pelo O SENAC-RJ, SindMóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário), SEBRAE-RJ e o CentroDesignRio, em parceria com a Sedeis-RJ (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Energia e Serviços) e Instituto Nacional de Tecnologia.





As Questões do Ensino de Design de Interiores

23 07 2008

Durante o II Encontro Nacional de Professores e Coordenadores de cursos de Design de Interiores em Campinas, São Paulo, decidiu-se formar uma comissão de professores que representando todas as regiões brasileiras deveria dar inicio a gestão de uma representação desta área do conhecimento humano.

Entre as questões apontadas durante a reunião destacamos as seguintes:

As comissões de Avaliação dos Cursos de Graduação designadas pelo MEC que elaboram pareceres sobre a qualidade do ensino de Design de Interiores no Brasil não possuem professores de design de interiores como seus membros.

O conteúdo das provas do ENADE desconhece a especificidade desta área do conhecimento humano, as provas que os alunos dos cursos de graduação em Design de Interiores são submetidos foram elaboradas para avaliar conhecimentos das áreas mais tradicionais do Design, como Design de Produto e o Design Gráfico.

Os currículos mínimos das escolas são elaborados pelo bom senso dos coordenadores e professores, ainda não possuímos um padrão básico que tenha sido fruto de uma discussão nacional sobre os conteúdos mínimos do ensino de design de interiores no Brasil.

É necessário elaborar um currículo mínimo para os cursos de Graduação que possa atender e respeitar a diversidade cultural, social e econômica brasileira e proporcionar um tipo de formação profissional adequado ao mercado de trabalho.

As questões do Ensino de Design de Interiores que envolvem normas técnicas e especificidades da área precisam também ser discutidas para que o ensino de design de interiores tenha um padrão pelo qual possa ser avaliado.

O número de cursos em design de interiores cresce por todo o país e a área apresenta uma sólida perspectiva de desenvolvimento para os próximos anos, este cenário não permite mais a ausência de uma instância que possa discutir com propriedade os rumos da formação profissional.

É preciso também reunir a experiência e o conhecimento acumulado pelos principais cursos de Design de Interiores do Brasil, este acervo já existe e deverá servir como orientação para a elaboração de conteúdos programáticos, bibliografias e atividades complementares.

A troca de informações sobre as ações educacionais já desenvolvidas estão se perdendo por falta de um tipo de registro adequado que precisa ser elaborado como um documento histórico, como é no caso do curso de Composição de Interiores da Universidade Federal do Rio de Janeiro um dos primeiros cursos de interiores do Brasil e que neste momento passa por inúmeras dificuldades, como nos foi relatado em nosso ultimo encontro.

A ABD vem apoiando essa nossa causa promovendo e realizando os dois últimos Encontros Nacionais de Professores e Coordenadores e no próximo CONAD poderemos marcar mais uma reunião entre professores com o objetivo de formalizar uma representação oficial de professores e do ensino de design de interiores.

Desta maneira poderemos ter nosso trabalho em constante aprimoramento.

Fonte: http://abedi.zip.net/





Trabalho do designer português Fernando Brízio é capa da revista britânica “Icon”

18 07 2008

O trabalho do designer português Fernando Brízio, em particular a instalação realizada numa exposição em Turim, foi escolhido para a capa da edição de Agosto da revista britânica “Icon”, publicação de referência na área da arquitectura e design.

Turim é este ano a Capital Mundial do Design, e de todas as iniciativas, exposições e eventos em curso, a revista elege a exposição “Flexibility – Design in a Fast-Changing Society”, comissariada por Guta Moura Guedes, com a presença de 15 criadores portugueses, como “a mais interessante para visitar”.

Instalada numa antiga prisão de Turim, “Flexibility – Design in a Fast-Changing Society” (Flexibilidade – Design numa sociedade em rápida mudança), foi inaugurada em Junho, e centra-se na importância da flexibilidade para a sociedade contemporânea, em particular na área do design, reunindo obras de design, música, instalações em vídeo e textos sobre o tema. “Flexibility – Design in a Fast-Changing Society” ocupa um total de 3.200 metros quadrados, onde são apresentadas uma introdução ao tema e várias interpretações através de texto e de uma instalação-vídeo. No interior da prisão são mostrados diversos exemplos de design flexível, desde produtos e objectos a sistemas e serviços, com mais de 60 propostas.

Entre os artistas portugueses e estrangeiros representados nesta exposição, a revista “Icon” destaca Bertjan Pot (Holanda), Patricia Urquiola (Espanha), e em particular o trabalho de Fernando Brízio, que criou uma instalação composta por vestidos coloridos.

“Renewable Clothing” apresenta um conceito original em que os vestidos brancos podem ser pintados por quem os veste, apenas colocando feltros de canetas coloridas em pequenos bolsos e deixando a cor espalhar-se. O vestido pode ser lavado e pintado em diferentes combinações de cores.

Nascido em Angola, em 1968, Fernando Brízio tem vindo a criar, ao longo da última década, projectos de design de produto, cenografia e exposições, nomeadamente, para a ExperimentaDesign, Details, Protodesign, Modalisboa, Die Imaginäre Manufaktur, e Intramurus. Os seus trabalhos já integraram exposições em diversas cidades na Europa, e também em Tóquio e São Francisco.

Na edição de Agosto da “Icon” também há uma entrevista a Álvaro Siza, apresentado como “o primeiro arquitecto internacional a criar um museu importante no Brasil”, para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, inaugurado em Maio.

Font: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=355040&visual=26&rss=0